O pico de lactação é um dos momentos mais exigentes na vida produtiva de uma vaca leiteira. Nas primeiras semanas após o parto, a demanda por energia e nutrientes supera o que o animal consegue consumir — e esse déficit, quando não gerenciado, compromete a produção, a saúde e a reprodução do rebanho.

O que acontece nesse período

Nos primeiros 60 a 90 dias de lactação, a vaca mobiliza reservas corporais para sustentar a produção de leite. O consumo de matéria seca ainda está em recuperação, enquanto a exigência nutricional está no pico. Resultado: balanço energético negativo — e queda de desempenho se a dieta não compensar essa diferença.

O que ajustar na ração

O foco nesse momento é densidade energética e equilíbrio proteico. Rações com maior concentração de energia por quilo de matéria seca reduzem o impacto do balanço negativo sem forçar o animal a comer mais do que consegue. Proteína bruta adequada — especialmente proteína não degradável no rúmen — garante aporte de aminoácidos para a síntese do leite.

Sais minerais e vitaminas também merecem atenção: cálcio, fósforo, magnésio e vitamina E são críticos nesse período e devem estar corretamente balanceados na formulação.

Quando trocar de produto

Se a vaca está em pico e a ração fornecida é a mesma do período seco ou pré-parto, é hora de revisar. Cada fase da vida produtiva exige uma formulação específica — e usar o produto errado no momento certo é perda direta de produtividade.


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